O ex-militar Lázaro Santos da Conceição, de 27 anos, morto após um confronto com policiais em Mata de São João, na Região Metropolitana de Salvador, teria utilizado conhecimentos adquiridos nas Forças Armadas para auxiliar facções criminosas. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pelo tenente-coronel Moisés Travessa.

“A informação é que havia envolvimento dele com facções criminosas, inclusive utilizando do conhecimento adquirido nas Forças Armadas para apoio a facções”, afirmou o comandante.

Lázaro morreu na terça-feira (20), durante uma ação de equipes da Rondesp RMS na localidade de Monte Líbano, na zona rural do município. Segundo a Polícia Militar, os agentes realizavam rondas quando encontraram um grupo de homens armados. Ainda conforme a corporação, os suspeitos atiraram contra os policiais, dando início a um confronto.

O ex-militar foi baleado e socorrido para uma unidade de saúde, mas não resistiu aos ferimentos. De acordo com as informações divulgadas pela polícia, ele foi identificado após ser atingido.

Durante a ocorrência, os agentes apreenderam um revólver calibre .38, munições e 101 porções de substâncias semelhantes a crack, cocaína e maconha.

Suspeita de homicídio dentro de unidade militar

Lázaro integrou as Forças Armadas até 2022, quando foi preso sob suspeita de matar a tiros o subtenente Carlos André de Souza Paschoal, de 43 anos, dentro da Companhia de Comando da 6ª Região Militar do Exército, no bairro da Mouraria, em Salvador.

Na ocasião, informações divulgadas apontavam que Lázaro foi até a unidade militar e pediu para ser atendido antes de efetuar os disparos. Ele foi imobilizado após o crime e preso.

Posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade, a motivação do homicídio não foi divulgada oficialmente.

A suspeita de que o ex-militar tivesse ligação com facções criminosas já havia sido mencionada no contexto do caso de 2022. As declarações mais recentes do comandante, no entanto, não detalharam quais atividades Lázaro teria desempenhado para os grupos criminosos nem como teria utilizado os conhecimentos adquiridos durante sua passagem pelas Forças Armadas.